segunda-feira, 14 de abril de 2014

AUTOBIOGRAFIA DE PEDRO BANDEIRA

Um dos principais autores brasileiros de literatura infanto-juvenil, Pedro Bandeira de Luna Filho  nasceu na cidade de Santos, em São Paulo, no dia 9 de março de 1942. Aí ele se envolveu seriamente com o teatro amador, campo no qual atuou até 1967 como intérprete, encenador e cenógrafo; nesta área ele também teve uma passagem pelo teatro de bonecos.

pedro bandeiraEm 1961 ele foi para São Paulo com o objetivo de cursar Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, a USP. Nesta cidade ele encontra seu grande amor, Lia, com quem se casa e tem três filhos – Rodrigo, Marcelo e Maurício -, que lhe dão cinco netos: Michele, Melissa, Beatriz, Júlia e Érico.
Sua vivência na área de Comunicação – no Jornalismo e na Publicidade - teve início em 1962, quando o escritor ingressa no periódico Última Hora, passando posteriormente a trabalhar na Editora Abril, na qual circulou por várias revistas. Bandeira ressalta a importância de sua experiência jornalística para sua carreira literária, pois o profissional da imprensa é obrigado a dominar assuntos os mais diversos ao escrever sobre eles.
Pedro aprendeu, assim, a dedicar a cada público-alvo uma escrita distinta, desde os adolescentes até os profissionais especializados. Ele também buscou recursos na psicologia e na educação para compreender questões delicadas que envolvem o leitor infantil, tais como a idade em que as crianças vêem o pai como um herói, ou o momento em que esta imagem se desconstrói e a figura paterna é criticada e questionada.
Bandeira recebe então a proposta de criar uma coleção de livros para crianças. Sua primeira publicação é O dinossauro que fazia au-au, de 1983, já aclamado pelo leitor infantil. Seu grande sucesso literário, porém, foi a obra A Droga da Obediência, de 1984, direcionado para o público adolescente, no qual ele se especializou.
Esta obra é a primeira da série que ficará conhecida como Os Karas, integrada por A Droga da Obediência, Pântano de SangueAnjo da MorteA Droga do Amor e Droga de Americana! Seus personagens são detetives, um grupo clandestino que investiga eventos misteriosos.
Desde 1983 Pedro Bandeira vem devotando todo seu tempo para a prática da literatura. Sua fonte inspiradora são os inúmeros livros pelos quais o autor já navegou e sua própria experiência existencial. Ou, às vezes, ela brota até mesmo das cartas e mensagens que seus fãs lhe enviam toda semana.
Hoje este escritor é um dos que mais vende livros na faixa adolescente – pelo menos 8,6 milhões de exemplares até 2002. Além disso, ele também realiza conferências em todo o país, especialmente para professores, sobre leitura e alfabetização. Bandeira publicou, até agora, mais de 50 obras, entre as quais se destacam: A marca de uma lágrima, A Hora da verdade, Descanse em paz, meu amor, Prova de Fogo, entre outros.
Autor amplamente premiado, já conquistou, entre outros, o Prêmio APCA, conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, e o Prêmio Jabuti, oferecido pela Câmara Brasileira do Livro. Hoje ele vive em São Roque, ao lado da família.


AUTOBIOGRAFIA DE ANA MARIA MACHADO

Ana Maria Machado (Rio de Janeiro RJ 1941). Autora de literatura infantojuvenil, romancista, jornalista, pintora, professora e tradutora. Cresce no Morro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro. Passa grande parte das férias escolares em Manguinhos, no município de Serra, no Espírito Santo, onde entra em contato com as narrativas orais da comunidade local. Essa influência é decisiva para a forma como a autora conduz suas histórias e para algumas produções que têm como tema essa experiência. Aos 12 anos, publica pela primeira vez, com a ajuda de dois tios, um texto sobre as redes de pesca artesanais de Manguinhos na revista Folclore. Na adolescência começa a pintar, atividade que mantém por mais de uma década. Estuda no Museu de Arte Moderna (MAM) e faz exposições individuais e coletivas até decidir a se dedicar profissionalmente à escrita. Depois de desistir do curso de geografia, estuda na Faculdade de Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Casa-se com o médico Álvaro Machado, irmão da escritora Ruth Rocha, muda-se para São Paulo, e escreve para a revista Realidade e para a Enciclopédia Bloch. A pedido da revista Recreio, inicia, em 1969, uma produção literária direcionada a crianças e jovens. A publicação é considerada um marco para a nova literatura infantil brasileira. No mesmo ano, por causa da situação política do país, exila-se voluntariamente. Trabalha na Europa como jornalista e faz doutorado em linguística e semiologia com orientação de Roland Barthes. A pesquisa que realiza sobre a obra de Guimarães Rosa resulta no livro Recado do Nome. De volta ao Brasil, no fim de 1972, trabalha no Jornal do Brasil como repórter e, depois, como chefe do Departamento de Jornalismo da Rádio JB. Lança, em 1977, seu primeiro livro infantil, Bento-que-Bento-É-o-Frade. No ano seguinte recebe prêmio com História Meio ao Contrário, livro que figura entre os principais da autora. Em 1979, concebe a primeira livraria especializada para crianças no país, chamada Malasartes, que dura quase duas décadas. Deixa a carreira de jornalista em 1980, e começa a se dedicar ao primeiro romance adulto. Casa-se com o músico Lourenço Baeta. Em 1983, lança seu primeiro romance adulto, Alice e Ulisses. Muda-se para Manguinhos, em 1986. Em 1989, recebe uma oferta de trabalho da BBC e muda-se para Londres, onde escreve seu segundo romance, Canteiros de Saturno. Em 2000, ganha o prêmio máximo da literatura infantil, o Hans Christian Andersen, atribuído pela segunda vez a uma escritora brasileira. Ingressa na Academia Brasileira de Letras, em 2003.
AUTOBIOGRAFIA DE RUTH ROCHA


Uma das escritoras infantis mais conhecidas e prestigiadas, Ruth Rocha  nasceu na cidade de São Paulo, em 2 de março de 1931, gerada pelo médico Álvaro de Faria Machado, médico, e sua esposa, Esther de Sampaio Machado. Ela cresceu 

Estudou no tradicional Colégio Bandeirantes, depois no não menos conhecido Colégio Rio Branco. Graduou-se em Sociologia e Política na Universidade de São Paulo, pós-graduando-se posteriormente em Orientação Educacional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ruth passou a atuar neste campo educacional no Colégio Rio Branco, aí permanecendo durante quinze anos, de 1956 a 1972, em contato com os complexoem um bairro repleto de chácaras, na Vila Mariana, entre os irmãos Rilda, Álvaro, Eliana e Alexandre, mergulhada em inúmeros gibis e livros.
s problemas inerentes à infância.

Em 1967, a escritora passa a publicar textos sobre educação em diversos veículos, principalmente na revista Cláudia. Ainda na área jornalística, ela assessora a elaboração da revista Recreio, pertencente à Editora Abril, na qual escreve suas primeiras narrativas. Nesta mesma empresa ela se torna editora, redatora e diretora da Divisão de Infanto-Juvenis.

No ano de 1976, ela lança sua primeira obra, Palavras Muitas Palavras. A este livro seguiram-se mais de130 publicações, traduzidas para 25 línguas, algumas lançadas no Parlamento Brasileiro e na sede da ONU, em Nova York. Sua ficção mais famosa é Marcelo, Marmelo, Martelo, o qual já vendeu mais de um milhão de livros. Amplamente premiada e homenageada, foi distinguida com uma condecoração, a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, entregue a ela pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998.

Ruth foi selecionada, em 2002, para integrar o PEN CLUB – Associação Mundial de Escritores -, sediado no Rio de Janeiro, além de conquistar, neste mesmo ano, o Prêmio Jabuti pelo livro Escrever e Criar.

Ela contraiu matrimônio com Eduardo Rocha, com quem tem uma filha, Mariana, a qual lhe deu dois netos, Miguel e Pedro. Hoje ela é membro da Academia Paulista de Letras, integrante da cadeira 38 desde 25 de outubro de 2007.

Intensamente inspirada pelo escritor Monteiro Lobato, ela traduz essa atração por uma presença marcante em sua obra de uma temática social e política, com forte inclinação para o bom-humor e reflexos da preocupação da autora com os movimentos de liberação feminina.